| De volta ao convívio |
| Escrito por Adelaide Ramos Vilela | |||
| Sexta, 23 Julho 2010 18:02 | |||
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Meus estimados amigos sanjorgenses quero, do conforto do meu LAR, saudar a todos os sanjorgenses tanto os que vivem espalhados pelo mundo quer os que têm a viva possibilidade de se sentirem bem e felizes naquele cantinho tão peculiar – Serra do Açor – S. Jorge da Beira. A minha admiração para aqueles que residem noutros pontos de Portugal e que são bons filhos da Terra. A felicidade transborda por quaisquer cantos dos meus olhos, hoje, mais verdes do que nunca, é o brilho da volta a casa quatro meses depois. Até parece que o coração canta de alegria. Saibam que já estou de regresso desde o dia 21 de Julho. Como prometi nas rapidinhas aqui estou para lhes contar um pouco do que me aconteceu. Foi com muito sofrimento mas venci o mar das tormentas que me assolou corpo e sentimentos. Foi assim: em meados de Março apanhei uma gastrite enorme, ao mesmo tempo que me dá uma ciática no lado direito e me paralisa a perna. As dores na nuca eram duvidosas. Chamou-se a ambulância. Internam-me paralisada de uma perna. Colocam-me uma coleira na nuca para não mover o pescoço. Isolam-me, e dizem que tinha uma gastrite infecciosa. No dia seguinte retiram o isolamento dizendo que me encontrava muito desidratada por causa da diarreia que tinha tido durante a semana e que se não baixasse ao hospital essa noite morreria pois estava quase a fazer um enfarte com os valores sanguíneos muitos baixos. Da perna e da nuca fiquei melhor nas duas semanas seguintes, agora dos intestinos eis a questão? Vomitei durante quatros meses e tive que ser alimentada por cateterismo, por veia principal. Exames foram, mais de cem. E o sofrimento nem tem conto, uma experiência a esquecer o mais rapidamente possível... vais ser difícil. E que dizer aos meus queridos conterrâneos que nunca se esqueceram de mim?! A esses que me enviaram mil e uma palavras de encorajamento, as vezes a cada semana, envio-lhes o coração agradecido é que: se estou melhor é também graças ao incentivo que cada um deles me trouxe àquele quarto do hospital, e por tudo isso estou de volta a casa. O meu adorado marido, o Vilela, todos os dias da semana se “plantava” no quarto do hospital apesar de trabalhar 8 horas por dia e ser bastante mais velho do que eu. O Lelo tem 62 anos, mas tem uma forma fisica como um rapaz de 30, graças a Deus. A minha filhinha com a barriga à boca também me visitava todos os dias, até ao dia em a menina nasceu. Quanto à família Ramos Vilela não há duas como as nossas sempre os vi preocupados, alguns fizeram grandes crises de choro ao ver-me ligada a máquinas, aconteceu com algumas das minhas cunhadas e alguns dos meus adorados sobrinhos. Agora respondam-me, tenho ou não a maior e a melhor família do mundo? Vai o meu sincero agradecimento a todos os meus amigos do grupo Cebola pelas palavras de conforto enviadas até aqui, ou seja: por toda a alegria transmitida! Agradeço os parabéns pelo nascimento da minha netinha. De mãos dadas, o meu muito OBRIGADA. Até sempre Adelaide
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