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Coração emigrante PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por António de Almeida   
Terça, 04 Janeiro 2011 18:31

Entrei há momentos no site da nossa POETIZA Adelaide Vilela e não resisto à tentação de transcrever o preâmbulo com que inicia o mesmo:
Falar de mim é tarefa ingrata.
Talvez a razão seja pragmática, mas bem dentro de mim sai um sorriso alegre que me faz partir, ir, procurar e ousar conquistar aqueles, que, como eu, gostam de fazer, de inventar poesia na língua de Camões.
Deixem-me acreditar no que escreveu Fernando Pessoa: "A alma é a ciência e o corpo a ousadia"
E eu sonho e escrevo e escrevo a sonhar...!

Adelaide Vilela


Após este breve intróito, sem dúvida magnífico e para aguçar um pouco a curiosidade dos nossos conterrâneos aqui vai uma poesia, que fará parte do seu novo livro: "HORIZONTES DA SAUDADE":

CORAÇÃO EMIGRANTE

Meu coração bate, bate
bate, bate, vai bater
e não há quem lhe tape
seu pulsar e meu viver.

Meu coração bate, bate
bate, bate todos os dias
não é grande disparate
pulsar no país das etnias.

Meu coração feito técnico
bate até de madrugada
já se fêz um órgão técnico,
emigrante é e mais nada.

Meu coração na caixinha
acelera-me o pensamento,
se não fosse a alma minha
parava de bater por dentro.

Meu coração é só beirão,
vive em terra estrangeira
nunca lhe morre a paixão,
amor por S. Jorge da Beira

Adelaide Ramos Vilela

Comentário da minha autoria:
Por favor, meus caros amigos atentem na úlima quadra
Como ela é significativa !
Nós também não a esquecemos, estimada Adelaide
Creio interpretar o sentir de todos os sanjorgenses: Você também está sempre presente nos nossos espíritos
E para que não caia na repetição de elogios à sua pessoa, fico-me por aqui.
Tudo o que poderia escrever a seu respeito pecaria por defeito !
Até daqui a uns meses, se Deus quiser.
Um abraço
`Tó Almeida

 

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